
O futebol tem histórias que escreve e que acabam por falar muito mais da vida do que do próprio jogo. Depois de ter anunciado a sua reforma, muitos pensaram que o percurso de Stopira estava concluído. No entanto, os sonhos, por vezes, recusam despedidas antecipadas.
Aos 38 anos, o internacional cabo-verdiano voltou, vestiu novamente a camisola com a mesma entrega de sempre e escreveu uma das páginas mais bonitas do futebol recente ao marcar o golo que garantiu ao Torreense a conquista histórica da Taça de Portugal, a primeira nos 109 anos do clube e a primeira de um clube da segunda divisão.
Conhecido pela sua garra, pela liderança silenciosa e pela forma como nunca vira o rosto à luta, Stopira volta agora a preparar-se para representar Cabo Verde no maior palco do futebol mundial, levando consigo não apenas a experiência de uma longa carreira, mas também a prova viva de que a persistência continua a ser uma das maiores vitórias humanas.
Na Fundação Carlos Albertino Veiga acreditamos profundamente no desporto como escola de valores, disciplina, superação e esperança.
Por isso celebramos neste mês o nosso internacional Stopira não apenas pelo golo ou pelo troféu, mas pela mensagem que deixa a todos, especialmente aos mais jovens, que devem escutar que nunca é tarde para recomeçar, nunca é tarde para acreditar e nunca é tarde para alcançar os nossos sonhos.



