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Rumo ao Mundial: Cabo Verde em missão nos Estados Unidos


A cerca de dois meses do início do nosso sonho coletivo de participação, pela primeira vez, no Mundial de Futebol, Cabo Verde esteve nos Estados Unidos numa missão que foi muito mais do que desportiva. Foi um movimento de preparação, afirmação e ligação a um dos seus maiores ativos estratégicos: a diáspora.


A missão da Federação Cabo-verdiana de Futebol, liderada pela Vice Presidente Teresa Brito, contou com o apoio da Fundação Carlos Albertino Veiga, resultado do protocolo de cooperação existente entre as duas entidades, representada por Bruno Filipe Costa, numa presença que procurou reforçar pontes, alinhar prioridades e posicionar este momento histórico como um projeto de todo o país, dentro e fora do território.

Em Nova Iorque, na sede da Capelli, um dos principais parceiros da nossa seleção e responsável pelos equipamentos que irão nos vestir a todos, foi apresentada a camisola que oficial de Cabo Verde para o maior palco do futebol mundial. Um momento carregado de simbolismo, e que foi muito mais do que a apresentação de um equipamento, foi a materialização de um percurso coletivo e a afirmação de uma ambição nacional. Este momento foi ainda aproveitado, para uma longa e produtiva reunião de trabalho com vista à preparação de um evento tao exigente como é um Mundial de Futebol.


E se Nova York foi institucional e de reuniões, a região de Boston ofereceu a esta missão uma outra escala. Ali, onde a comunidade cabo-verdiana tem raízes profundas, os encontros sucederam-se entre instituições, líderes comunitários e cidadãos que vivem Cabo Verde à distância, mas com igual intensidade. Mais do que celebração, estes momentos afirmaram a ideia clara de uma diáspora que é parte ativa deste caminho.


Foi aqui que se intensificaram contactos com vista à captação de apoios e parcerias para a seleção Nacional, e se procurou consolidar o calendário de pré-estágio que a seleção fará na zona de Boston com o envolvimento da comunidade e criação de estruturas para a nossa diaspora durante os jogos do Mundial. Foi um momento de enorme orgulho e emoção poder preparar o Mundial junto de uma das maiores comunidades cabo-verdianas no mundo e de sentir em cada abraço e cada encontro o calor da nossa Morabeza.


Esta missão deixou uma mensagem clara, assente na ideia de que o Mundial não será apenas uma competição, será um momento de convergência nacional, entre o país e a sua diáspora, entre o desporto e a estratégia, entre o sonho e a sua concretização.


Estamos a chegar, e chegaremos juntos.

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