
Quando milhões de cabo-verdianos viram a nossa Seleção entrar em campo no Campeonato do Mundo, poucos imaginaram os muitos meses de trabalho silencioso que tornaram aquele momento possível. Porque um Mundial não começa no dia do primeiro jogo, ele começa muito antes.
Começa na preparação, na organização, na procura de parceiros, nos estágios, nas viagens, na logística, na capacidade de antecipar problemas e encontrar soluções. Começa no trabalho invisível que quase nunca chega às televisões, mas que faz toda a diferença quando chega o momento de competir ao mais alto nível.
Foi precisamente nesse percurso que a Fundação Carlos Albertino Veiga assumiu um compromisso com a Federação Cabo-verdiana de Futebol. Através do protocolo de cooperação celebrado no final de 2025, a Fundação passou a acompanhar a preparação da Seleção Nacional, colocando ao serviço da Federação a sua capacidade institucional, a sua rede de contactos internacionais e a experiência na gestão de projetos e parcerias estratégicas.
O primeiro grande desafio surgiu ainda em novembro de 2025, durante o estágio realizado no Dubai. A Fundação esteve presente nesse momento decisivo da preparação, colaborando diretamente na resolução de diferentes constrangimentos logísticos e operacionais que poderiam comprometer o sucesso do estágio. Foi um trabalho discreto, desenvolvido longe dos holofotes, mas essencial para que jogadores e equipa técnica encontrassem as condições necessárias para se concentrarem exclusivamente na sua preparação desportiva.
Meses mais tarde, já em 2026, a Fundação voltou a apoiar a Federação durante o estágio realizado na Nova Zelândia, através de um trabalho de proximidade, através do qual se tornou possível assegurar a presença da Capelli, parceira técnica da Federação, bem como de um fotógrafo oficial que acompanhou a Seleção durante este importante período de preparação, contribuindo para reforçar a comunicação e a projeção internacional da equipa nacional.
A preparação prosseguiu em Lisboa, onde a Fundação voltou a acompanhar a comitiva nacional, reforçando o apoio institucional e organizativo numa fase decisiva antes da partida para os Estados Unidos.
O ponto que talvez, representa um dos exemplos mais simbólicos desta parceria pode ter sido a aproximação promovida pela Fundação que permitiu estabelecer um acordo com a AVA CR7.
Graças a esta colaboração, a Seleção Nacional passou a dispor de equipamentos de recuperação muscular e física utilizados ao mais alto nível do futebol internacional, incluindo por Cristiano Ronaldo. Pela primeira vez, jogadores e fisioterapeutas cabo-verdianos tiveram acesso a tecnologia de excelência que permitiu otimizar os processos de recuperação física ao longo da preparação e da competição, colocando a nossa equipa em condições comparáveis às das maiores seleções do mundo.
Pouco antes do início do Campeonato do Mundo, a Fundação acompanhou ainda a deslocação da Federação a Nova Iorque e à região de Boston, colaborando na preparação do pré-estágio da Seleção já em território norte-americano. Tratou-se de mais uma etapa fundamental na organização logística da presença de Cabo Verde nos Estados Unidos, assegurando que a equipa encontrasse as melhores condições possíveis antes do arranque da competição.
Ao longo de todos estes meses, o trabalho da Fundação nunca procurou protagonismo, procurou apenas contribuir para que nada faltasse àqueles que tinham a responsabilidade de representar Cabo Verde dentro das quatro linhas, porque acreditamos que as grandes vitórias nunca pertencem apenas aos jogadores que entram em campo. Pertencem também a todos aqueles que, nos bastidores, acreditam no mesmo sonho e trabalham diariamente para criar as condições que permitem aos atletas dar o melhor de si.
É com esse espírito que a Fundação Carlos Albertino Veiga continuará a caminhar ao lado da Federação Cabo-verdiana de Futebol, acreditando que investir no desporto é investir na juventude, na educação, na inclusão social, na projeção internacional de Cabo Verde e na construção de um país cada vez mais confiante nas suas capacidades.
Porque um Campeonato do Mundo pode durar apenas algumas semanas, mas o trabalho que permite chegar até ele começa muitos meses antes, e é esse trabalho, silencioso, coletivo e profundamente comprometido com Cabo Verde, que também merece ser contado.



