





A seleção feminina de Cabo Verde provou que os limites existem apenas para serem superados. Ao vencer no Mali e garantir, pela primeira vez, um lugar no Campeonato Africano das Nações, estas atletas escreveram uma página histórica do nosso país. Cada passe, cada golo e cada defesa foram atos de coragem que desafiaram barreiras e mostraram que o talento e a determinação não conhecem género.
Nasceu há apenas alguns anos, em 2018, mas já carrega a alma de uma geração inteira. Esta seleção cresceu sem certezas, com poucos recursos e muitos sonhos e fez do impossível um ponto de partida. Em tão pouco tempo, transformou-se de promessa em exemplo, mostrando que quando o talento se alia à coragem, até as raízes mais jovens podem dar frutos eternos.
Durante demasiado tempo, o desporto feminino teve menos visibilidade, menos apoio e mais obstáculos. Hoje o futebol mostra que nunca faltou a força interior e estas mulheres criaram uma inspiração que elas oferecem a todas as meninas que sonham com uma bola nos pés e com um futuro no desporto. Esta vitória é mais do que uma conquista desportiva, é um símbolo de persistência, de igualdade e da capacidade de transformar sonhos em realidade, mesmo quando tudo parece difícil.
A Fundação Carlos Albertino Veiga saúda estas heroínas e celebra esta história de superação. Que este marco seja uma luz para todas as gerações de mulheres e meninas cabo-verdianas: quando acreditamos e lutamos, somos capazes de redefinir o impossível. Cabo Verde não apenas venceu um jogo. Criou um futuro mais justo, inspirador e cheio de possibilidades.