A visão de um programa nacional que prepare as futuras gerações para um mundo mais justo, mais sustentável e mais azul
Entre a bandeira hasteada em Mindelo e o projeto que agora nasce em Praia Baixo, começa a desenhar-se, para a Fundação Carlos Albertino Veiga, um sonho maior do que qualquer uma destas duas escolas, o de ver a Escola Azul tornar-se um verdadeiro programa nacional, presente em cada uma das nossas ilhas.
Acreditamos que Cabo Verde, um país que governa um território oceânico 182 vezes maior do que a sua área terrestre, e que estamos, este ano, a apresentar ao mundo como uma "Grande Nação Oceânica" no Ocean Summit 2026, tem no oceano não apenas a sua maior riqueza, mas também a sua maior sala de aula. Não há forma mais natural de preparar as futuras gerações de cabo-verdianos para um mundo mais justo, mais sustentável e mais azul do que começar essa preparação na escola, ligando cada aluno, desde cedo, à água que o rodeia, e às tartarugas, aos peixes e às comunidades que dela vivem.
Uma Escola Azul em cada ilha significa alunos em Santo Antão, no Fogo, no Maio ou na Boa Vista a fazer, pela sua própria praia, aquilo que os alunos de Mindelo e de Praia Baixo já estão a fazer pelas suas: escolher um desafio do oceano, agir sobre ele, e transformar-se em embaixadores de uma nova relação entre Cabo Verde e o Atlântico. Significa, também, uma geração inteira que chega à idade adulta a olhar para o mar não como um limite, mas como o verdadeiro território do país, exatamente a mensagem que levamos, este ano, ao Ocean Summit.
É um sonho ambicioso, sabemo-lo, no entanto foi também assim que começou tudo o resto, com um mapa que hoje conta duas escolas, e a vontade, sempre renovada, de nele desenhar muitas mais. Continuaremos, junto de cada comunidade costeira, a transformar esse sonho em escolas, em alunos embaixadores, e num Cabo Verde que se orgulha, cada vez mais, do oceano que o rodeia.



