
Um ano depois de Mindelo, a segunda Escola Azul de Cabo Verde pode nascer em Santiago
Se o Mindelo escreveu o primeiro capítulo da Escola Azul em Cabo Verde, é em Praia Baixo, em São Domingos, ilha de Santiago, que a Fundação Carlos Albertino Veiga trabalha agora para escrever o segundo. A Escola de Praia Baixo está a preparar a sua candidatura ao programa, com o apoio da Fundação, dentro da janela "Escola Azul 26/28", aberta até 31 de outubro deste ano.
O desafio escolhido não podia estar mais ligado à nossa "Personalidade do Mês", a proteção da tartaruga-comum que nidifica em Praia Baixo, uma das poucas praias de Santiago onde este fenómeno ainda se regista com regularidade. O projeto pedagógico, batizado "Guardiões da Baía de Praia Baixo" e desenhado para os dois anos letivos 2026/27 e 2027/28, sob a coordenação da professora Lídia Dias, propõe uma pergunta simples aos alunos: como pode a nossa escola contribuir para proteger as fêmeas e os ninhos de tartaruga-comum na nossa praia, e transformar essa proteção num motivo de orgulho para a nossa comunidade?
A resposta está desenhada em torno do trabalho que a Fundação já desenvolve no terreno, através da equipa Linha D'Água e da iniciativa comunitária Padrinhos do Mar. Os alunos v ão aprender a reconhecer sinais de nidificação, a registar e comunicar avistamentos à Linha D'Água, e a transformar esse conhecimento em ações de sensibilização, cartazes, limpezas de praia, participação nos eventos públicos do Padrinhos do Mar. No segundo ano, os alunos mais velhos assumem o papel de embaixadores, formando os mais novos e apresentando os resultados do projeto à comunidade.
É um projeto pensado para crescer com a escola e com a própria comunidade de Praia Baixo, ligando famílias, pescadores e a Câmara Municipal de São Domingos, e é também, para a Fundação, a prova de que aquilo que começou em Mindelo pode e deve replicar-se noutras ilhas e noutras comunidades costeiras de Cabo Verde.



