top of page

De SIDS a grandes nações oceânicas


Algumas ideias não se limitam a ser ditas, reconfiguram a forma como o mundo pensa. Foi isso que aconteceu no side event do Global Sustainable Islands Summit deste ano, quando o nosso Presidente Paulo Veiga subiu ao palco como keynote speaker para apresentar uma proposta que é, ao mesmo tempo, conceptual e profundamente política. A ideia passa por ultrapassar o conceito de SIDS (Small Island Developing States) e afirmar uma nova designação, mais justa e mais ambiciosa: Big Ocean States, ou Grandes Estados Oceânicos.


A premissa é simples, mas transformadora. Durante décadas, países como Cabo Verde foram definidos a partir da sua dimensão terrestre, fragmentos de território dispersos no oceano, medidos em quilómetros quadrados de terra. No entanto, essa leitura ignora aquilo que verdadeiramente nos define, ou seja, a nossa dimensão marítima, a nossa Zona Económica Exclusiva, a nossa posição estratégica no Atlântico, a riqueza da nossa biodiversidade e o potencial energético dos nossos recursos naturais.


Quando essa equação muda, muda tudo. Cabo Verde deixa de ser visto como um pequeno estado insular e passa a afirmar-se como aquilo que verdadeiramente é: um grande estado oceânico.


“Não somos pequenos. Somos imensamente oceânicos, e é tempo de o mundo reconhecer isso, e de nós próprios o afirmarmos.”


Esta mudança não é apenas semântica. A forma como os países se definem no plano internacional condiciona a forma como são tratados. Influencia o acesso a financiamento, o peso nas negociações, a capacidade de influenciar agendas globais e o lugar ocupado nas estruturas de decisão. Um “pequeno estado em desenvolvimento” posiciona-se como recetor. Um “grande estado oceânico” posiciona-se como parceiro. A diferença não é simbólica, é estrutural.


Na sua intervenção, sustentada por dados e visão estratégica, Paulo Veiga estruturou este novo paradigma em três eixos essenciais: a verdadeira escala dos estados arquipelágicos quando medida pelo seu domínio oceânico, a responsabilidade acrescida que essa dimensão implica na gestão de um recurso que é global, e a necessidade de uma representação internacional proporcional a essa responsabilidade.


A reação da conferência foi clara e recebeu o conceito de Big Ocean States com profundo impacto junto de delegações de outros estados insulares, de representantes de organizações multilaterais e de especialistas que trabalham há anos na interseção entre soberania, identidade e oceano. Mais do que uma ideia bem recebida, ficou no ar a perceção de que estamos perante o início de uma mudança de narrativa.


O Global Sustainable Islands Summit deste ano não terminou apenas com conclusões, deixou uma nova linguagem em circulação. E essa linguagem, cada vez mais, tem origem em Cabo Verde, e reforçou o papel da Fundação Carlos Albertino Veiga na afirmação internacional de Cabo Verde e na transformação do paradigma para os países que, como nós, assentam o seu território no mar.

Sustainable Development Goals

The activities of the Carlos Albertino Veiga Foundation are aligned
with the Sustainable Development Goals (SDGs)


Currently, the Foundation contributes primarily to the following
Sustainable Development Goals (SDGs):

1.jpg
text1.jpg
3.jpg
texto3.jpg
4.jpg
text4.jpg
5.jpg
text5.jpg
10.jpg
text10.jpg
12.jpg
text12.jpg
13.jpg
text13.jpg
14.jpg
text14.jpg
Beach Sign (Placa Praia Baixo.jpg)
Screenshot 2025-08-14 185307.png
BOTTOM_LOGOS.jpg

Grand Duchy of Luxembourg Avenue, Tira Chapéu, Postal Code 7944-009 • Praia • Cape Verde
Contact: +238 262 75 55 • Email: fcav@fcaveiga.org

  • Instagram
  • Youtube
  • Facebook
  • LinkedIn

© 2025 Carlos Albertino Veiga Foundation

bottom of page